PEGANDO NO TRANCO
  

Finalmente consegui atualizar o Blog!

Infelizmente acabou a viagem e antes que possam ver seu final, ficamos com vontade de compartilhar com vocês nossas impressões e sentimentos a cerca desta experiência maravilhosa.

Um abraço!



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h30
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A VIAGEM

                por Emiliano

 

Na verdade não sei por onde começar. A viagem ainda vive dentro de mim; em ambos os sentidos (estou com diarréia por causa das propriedades da água, que diferem da água da argentina - mais leve) essa parte espero que passe logo! Já as lembranças e tudo que aprendi, espero não esquecer jamais!

É  uma imensa meditação, um momento de desbravar todas as fronteiras, territoriais, culturais, linguisticas, emocionais... o olfato, o paladar, o tato, tudo está a 110%, é um momento de ser criança novamente!

Eu nunca tinha estudado espanhol! Peguei um guia para viajantes e  começamos a nos comunicar. No inicio não entendia nada.

Agora, no fim da viagem, os argentinos me  perguntavam de onde eu era pois o espanhol estava até com sotaque de canadense! O sapão (cozinheiro da melhor pizza da patagonia em Villa La Angostura ) me falou que dava pra perceber que o espanhol não era minha primeira lingua, mas que tava show! Gracias amigo!

Com um senhora em Mar del Plata conversamos horas a fio sobre  politica e ela falou que em 1940 não tinha anafabetos na argentina e que há poucos dias,  um rapaz com uns 20 poucos anos foi passar a noite em seu hotel e não sabia assinar seu nome. É uma pena que países fronteiriços não se unam para crescer juntos, pois temos muito que aprender uns com os outros. O casal de vovôs mais lindo que conheci, foi em Bariloche. Eram os proprietários da cabana onde passamos os dias. Seu Ignácio e dona Tânia, dois italianos que depois da II Guerra Mundial vieram para cá. Ele era operador de cinema com 17 anos no cinema da região, sessões para até 600 pessoas e sessões especiais para os soldados. O cinema era do pai da Tânia que vendia as balinhas, mas eles se conheceram antes no jardim de infância, e até hoje você vê o carinho com que um cuida do outro e não pára por ai! Ele foi marinho, foi para a guerra do golfo e assim vai... Enfim viajar é conhecer pessoas, é aprender história, ouvir histórias de amor e viver um história de amor também. Foi tão bom ficar grudado  com a minha mulher, com a minha filhinha... Quero viajar muito mais, conhecer muito mais, viver muito mais.

Claro que também se aprende que “não há lugar como nosso lar”, que é muito bom ficar em casa, “sem ter nada pra fazer nessa cidade chata!” e agora chegar em casa encontrar minha familia que eu não via há um ano! É uma alegreia que não tem tamanho!!! Nossa familia é tudo, conforto, segurarança, tranquilidade, nostalgia... Meu primo tá aqui em casa e começamos a lembrar quando jogavamos bola na rua da casa dele em Lagoa Vermelha e eu quebrei a vidraça com uma bolada; quando catávamos coquinho de butia, para comer a sementinha que vinha dentro; quando quebrei o braço na frente da casa caindo do muro; em fim, bater um papo, relembrar, viver, dar muita risada! Assim tem sido nossas vidas depois do dia 29 de novembro de 2006 e espero que seja assim até o fim...Viajar é Viver!

 



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h28
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A VIAGEM

               por Dominique (escrita por ela)

 

 

 

 

EU TO ACHANDO A VIAGEN MUNTO LEGAL DA VONTADE DE FAZER ESSA VIAGEM TODOS  OS  DIAS MAS  INJOUA UM  POQUINHO.  DA VONTADE DE FAZER COM  TODA A FAMILHA  I LEVAR AS CACHORRAS  ESSA  VIAGEN  TANBEN  EMUTO LEGAL PARA A FAMILHA E PARA OS  FILHOS

TODAS AS VIAGES LONGAS E DE CARRO VALI APENA.

 

 



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h28
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A VIAGEM

                    por Larissa

 

Apesar de ansiosos pra rever nossas famílias, confesso que fiquei um pouco triste pelo término da nossa aventura.

Foram 40 dias e até agora, 13.000 km rodados de momentos inesquecíveis, que uniram ainda mais nossa família e nos fizeram rever todo nosso conceito de vida.

É difícil chegar a óbvia conclusão de que não viemos nesta vida apenas para nos matarmos de trabalhar para então chegar em algum lugar passageiro, onde cada bem adquirido um dia será perdido e quando nos dermos conta, nossos filhos cresceram, nosso rosto e alma não são mais os mesmos, e tudo passou.

Nossos sonhos de criança não deveriam nunca serem esquecidos, pois acredito que é lá que se encontra o verdadeiro sentido de nossas vidas. O motivo pelo qual decidimos enveredar por esta jornada tão maravilhosa chamada vida. E o mais importante, que não estamos sozinhos, nunca.

Viajando de carro,  nos demos conta que todas as fronteiras são apenas limites ilusórios. Nos sentimos fazendo parte de cada pedacinho de terra, onde chegávamos não apenas por nosso mérito, mas contando com a ajuda de cada pessoa que cruzava nosso caminho. Diferenças não mais existiam e tudo se tornou tão próximo e familiar.

Somos todos iguais e devemos procurar cada vez mais nos harmonizar com nossos próximos.

Por 40 maravilhosos dias, vivemos cada segundo de nossas vidas, inspirando, expirando, ouvindo cada silêncio, sentindo cada brisa e raio de sol. Foram incontáveis pôr-de-sol memoráveis, animais e pessoas que atravessavam nossa estrada e nos lembravam de como é simples e pura a vida... Enfim, pequenos momentos que ficarão guardados pra sempre em nossa história. Pequenos e passageiros, mas momentos que me deram força e determinação para querer transformar toda a minha vida em milhares de momentos inesquecíveis, que farão com que eu não precise mais sobreviver cada dia, cada semana e mês, e sim, sentir com todos os meus poros, as 24 horas, os sete dias da semana e os 365 dias de cada ano da minha vida.

E espero, sinceramente, ter acendido uma faísca na minha querida Dominique e em todas as pessoas que com carinho acompanharam nossa viagem.

Um abraço a todos e até a próxima aventura. Nossa ou de vocês.

Hasta luego!

 

 

 

 



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h27
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El Calafate

Terça-feira, 26.12.06

 

Hoje amanheceu chuvendo.

Levantamos acampamento e fomos à cidade marcar o passeio de minitrekking no Glacial Perito Moreno. Por causa da chuva, acabou ficando pra amanhã! Não vemos a hora de fazer o passeio! Vai ser maravilhoso!

Com o tempo chuvoso, e com pouca coisa pra fazer, fomos fazer um piquinique dentro do carro em frente à lagoa da cidade e depois acabamos de ver o video que tínhamos alugado.

Como estava muito frio, voltamos para o hotel e fomos dormir cedo.

Amanhã teríamos que acordar às 6 da manhã.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h26
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Quarta-feira, 27.12.07

 

Finalmente o dia que tanto esperávamos! Provavelmente por toda a viagem!

Como a Dominique não poderia não poderia fazer o passeio (só para maiores de 10 anos), combinamos que eu iria primeiro, enquanto o Emiliano ficava com ela e vice-versa.

O caminho para o Glacial é maravilhoso!

Lagoas de um azul turquesa indescritível, rodeados por montanhas nevadas e bosques.

Chegamos ao porto, onde eu iria pegar um barco até a base do Glacial. Fazia um dia lindo! Céu azul e um sol que só não era de rachar devido ao frio de sempre. Mas estava bem agradável para um dia que seria literalmente gelado.

Nós despedimos. Os dois iriam até o mirante, onde poderiam ver o Glacial bem de perto.

Aos poucos, por detrás da montanha, surgia o impressionante Glacial. Que visão! Não tenho palavras pra descrever a sensação perante aquela imensa parede de 70 metros de altura! Você fica extasiado!

Descemos próximo à base dele, onde havia um refúgio para deixarmos nossas coisas.

Caminhamos cerca de meia hora até chegarmos na subida para o Glacial. Lá, colocamos nossos grampones (uma espécie de sapato com garras de ferro para caminhar na neve).

Tudo pronto para a caminhada, que teria duração de aproximadamente duas horas.

A sensação de se estar em cima desse monstro é maravilhosa! Grutas, fendas com águas azuis turquezas, picos de gelo despontando em direção ao céu... Sem dúvida o melhor passeio da viagem! E a paisagem....



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h25
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Ao final do passeio, no meio do nada, uma mesa com wisky  e copos com gelo do Glacial e o melhor: uma cesta cheia de bombons!!!!!! Eu, sentada com um visual deslumbrante, tomando um wisky com gelo do Glacial Perito Moreno (detesto wisky, mas..) e comendo chocolate!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sem mais comentários.

Na volta, paramos por uma hora para fazer um lanche (trazido por cada um). Eu, como boa hiperativa, comi enquanto fazia fotos e ia até uma praia proibida pegar um pedaço de gelo que havia se desprendido do Glacial. Queria que a Dominique tivesse a oportunidade de tocar nele.

Foram cinco memoráveis horas de passeio.

Fui recepcionada com um big sanduiche e um chocolate quente feitos pelo meu querido marido e filhinha.

Nos despedimos do Emiliano (que iria fazer o passeio) e desmaiamos no carro (eu desmaiei, enquanto a Domi brincva com o pedaço de gelo que não parave de derreter).

Depois de 1 hora, fomos conhecer o mirante.

A melhor visão do Glacial. Ele se perdia no horizonte.

São aproximadamente 750 km de puro gelo. Fomos descendo ansiosas por chegar na primeira passarela, a mais perta dele.

A cada descida, um estrondo! Do Glacial, a toda hora se desprendem pedaços enormes de gelo,, causando além do barulho, ondas gigantes! Ficamos umas duas horas e depois voltamos para buscar o Emiliano.

Claro que no rosto dele, um sorriso de orelha a orelha!

Voltamos extasiados para o hotel, de onde, na manhã seguinte, partiríamos em direção à cidade Perito Moreno, 500 e poucos kilômetros de puro rípio, na temida Ruta 40.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h25
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Quinta-feira, 28.12.06

 

Madrugamos e colocamos o pé na estrada.

Seria uma longa viagem.

Finalmente pegamos a Ruta 40. Realmente, faz jus à fama. Dizem que é bastante usada como aventura. Com caminhonetes, é claro. O nosso Kanquinho perecia que ia se desmontar a qualquer momento! Era cada pedregulho! De vez em quando passava um carro. Ficávamos imaginando se acontecesse alguma coisa.... Nem sei.

Fizemos um pequeno desvio (mais de 100 km) até uma cidade chamada alguma coisa Gregório para colocar gasolina. Ficamos apavorados de ser mais uma cidade fantasma, porque andávamos, andávamos e só deserto e uma estrada que dava a impressão de não ver uma roda há dias!

Depois de quase uma hora, chegamos. Tratava-se de uma rua com algumas casinhas. Colocamos gasolina e voltamos para a Ruta 40.

Estava quase anoitecendo quando chegamos em Bajo Caracoles. A única parada com um posto de gasolina no caminho entre El Calafate e Perito Moreno.Lá, também é a porta de entrada para Cuevas de Las Manos. Um sítio arqueológico com pinturas rupestres de 9.000 anos atrás. Mas estava fechada. Somente até às 18 horas.Como não havia hotel, resolvemos andar 120 km de rípio até Perito Moreno (a cidade) e amanhã voltar (estes mesmos km) até a Cueva. Dizem que é lindíssimo e que vale muito a pena.

Começou a escurecer bem rápido e depois de meia hora, aconteceu o que estava demorando pra acontecer: o pneu furou. Iluminados pela lua, nosso super Emiliano trocou o pneu no que pareceu ser segundos e seguimos estrada. Acompanhados é claro, pelos horríveis estrondos que ocorriam embaixo do carro. Rezávamos para ele chegasse inteiro pelo menos até a próxima cidade.

Meia noite. Chegamos exaustos e fomos para o primeiro e talvel único hotel que apareceu em nossa frente.

Fim do dia.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h02
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Sexta-feira, 29.12.06

 

Acordamos e fomos consertar o pneu e ver o que era o barulho horrível que vinha debaixo do carro. Parecia que alguma coisa tinha se soltado.

Alguma coisa tinha se soltado. Parecia que era o protetor do filtro da gasolina. Graças a Deus foi só isso. Além dos inúmeros amassados em todo o fundo da carroceria.

Tomamos um café e fomos para Cuevas de Las Manos.

Depois de 100 km, entramos em uma estrada que nos levou a um vale lindíssimo!

Pagamos 15 pesos cada um, e seguidos pelo guia Marcelo, descemos uma escadaria que nos levaria a conhecer um pouco da histório do povo que habitou estas terras há anos atrás.

São várias cavernas contendo inúmeras pinturas de mãos e animais.

Os arqueólogos acham se tratar de rituais religiosos e mágicos. Ficamos todos encantados pela oportunidade! São poucos o sítios que contêm pinturas rupestres. A maioria são de vestígios da passada de humanos, como fogões, armas e fósseis.

Apesar da distância e dificuldade de se chegar, é imprecindível uma passada por lá.

Como saímos tarde de lá, tivemos que dormir novamente em Perito Moreno, porque até Esquel (nossa próxima parada) faltavam ainda uns 700 km.

 



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 18h00
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Sábado, 30.12.06

 

Chegamos no meio da tarde em Esquel. Tudo fechado pra variar. Todos tiram uma baita sesta depois do almoço e só abrem depois da 17h. Demos uma volta pela simpática cidade e às 17h fomos até a agência onde faríamo o Rafting (por isso fomos à Esquel).

Fomos informados que o passeio só aconteceria no dia 2 de janeiro, e como nosso tempo já estava se esgotando, e não estava em nossos planos passar o Ano Novo lá, partimos para El Bólson.

Uma fofura de cidade. Reza a lenda, que ela começou a ser formada em meados dos anos 60, quando o elenco de Hair que estava se apresentando em Buenos Aires se mudou para lá. Verdade ou não, hipies é o que mais se vê espalhados pelos jardins da cidade. 

Fomos até uma agência, e também não haveria passeio ão cedo.

Resolvemos dormir lá (em nosso carro) e fazer pela manhã, o passeio até o bosque Tallado. Trata-se de uma galeria ao ar livre onde 25 escultores foram convidados a esculpirem nas árvores do bosque.

Depois, seguiríamos até Bariloche.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 17h57
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Domingo, 31.12.06

 

Acordados pelo sol e pelo calor (até que enfim), fomos  (de camiseta) até o Bosque.

Depois de uma trilha de 45 minutos, bem puxados, chegamos.

Muito lindo e mágico. São 25 esculturas de grandes proporções. Vale muito a pena.

Ficamos pouco tempo, pois queríamos chegar o quanto antes em Barilhoche. Fomos avisados que a cidade estava lotada! Ficamos com medo de passar nosso Ano Novo na rua.

Depois de um duas horas passando por lindos lagos e costeando a imponente Cordilheira dos Andes, chegamos em Bariloche. A parte central é linda, com suas fabricas de chocolate, praças e jardins.

Percorremos a cidade por mais de duas horas em busca de um hotel. Finalmente, às 22:30, achamos uns bangalows lindinhos, pertecentes a um casal de velhinhos fofíssimos! Os dois se conhecem desde o jardim de infância!

Tudo ajeitado, fomos numa cabine telefônica desejar feliz Ano Novo para nossa família.

23h. Tomamos um banho rápido e preparamos nossa ceia. Meia noite. 2007. Um ano novinho em folha e com certeza cheia de boas surpresas e outras nem tanto...

Antes de dormir, me lembrei que havia deixado minha carteira dentro da cabine telefônia.

Ponto final.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 17h56
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Segunda-feira, 01.01 de 2007-01-04

 

 

Primeira ação do ano: percorrer todas a delegacias em busca da minha carteira desaparecida. Com alguns documentos (graças a Deus não eram dos mais importantes) e meu cartão de crédito. Busca infrutífera. Tratei de cancelar meu cartão antes que mais notícias desagradáveis chegassem. Fui até entrevistada na Rádio Nacional! Falando um horrível portunhol!

Nossa busca acabou às 18h, e como estava chuvendo, tudo estava fechado e nós, cansados, resolvemos voltar pra cabana e dormir mais cedo.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 17h53
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Segunda-feira, 01.01 de 2007-01-04

 

 

Primeira ação do ano: percorrer todas a delegacias em busca da minha carteira desaparecida. Com alguns documentos (graças a Deus não eram dos mais importantes) e meu cartão de crédito. Busca infrutífera. Tratei de cancelar meu cartão antes que mais notícias desagradáveis chegassem. Fui até entrevistada na Rádio Nacional! Falando um horrível portunhol!

Nossa busca acabou às 18h, e como estava chuvendo, tudo estava fechado e nós, cansados, resolvemos voltar pra cabana e dormir mais cedo.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 17h52
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Terça-feira, 02.01.07

 

Como nosso passeio de rafting ficou para amanhã, resolvemos hoje fazer de carro o circuito chico. Alguns quilômetros que passam por lagos e pequenas praias.

Paramos em um restaurante à beira mar, quer dizer, lago e almoçamos. Depos fomos dar uma caminhada na praia e ver se nos animávamos a entrar na água. Que nada! Congelante! E o vento resolveu matar as saudades de nós. Então já viu, um frio que estava a cidade.

Depois fomos direto para o Cerro Otto, onde pegamos um teleférico. Foram 12 minutos de subida, com um visual de tirar o fôlego. Lá, fizemos comemos uma torta maravilhosa na confeitaria giratória.

Ela fica rodando 360 graus, completando sua volta em 20 minutos. No início a gente ficou um pouco enjoados. Mas acabamos ficando por lá quase duas horas! Impossível enjoar da vista!

Chegamos na cabana no finaldo dia e fomos dormir ansiosos com o passeio de amanhã.



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 17h52
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Quarta-feira, 03.01.07

 

 


Às 10 da manhã já estávamos na van a caminho do Rio Manso, onde iríamos fazer por duas horas e meia, um rafting nível II. Este é o nível para toda a família, podendo ir crianças à partir dos 5 anos.

Ao chegar na base do rio, caminhamos até uma cachoeira enquanto o almoço era preparado pelo pessoal do passeio.

Fomos recepcionados com uma mesa repleta de frutas, pães, queijos e outros frios e algumas guloseimas. Começo de passeio perfeito.

Com a fome saciada, colocamos o equipamento (capacete e roupa impermeável) e depois de uma aulinha básica, entramos no bote.

No início é bem tranquilo. Tivemos até uma parada para tomarmos um banho. E que banho. A primeira a entrar foi a Dominique, que não via a hora de mergulhar naquela água cristalina. Em seguida o Emiliano e... Eu. Acho que dois segundos dentro d’agua foi muito. Parecia que estava mergulhando num balde de gelo! O que não poderia ser diferente, dado o fato (esquecido por mim, é claro) de que as águas dos rios e lagos são provenientes do degelo das montanhas! Mas valeu a pena!

Continuamos descendo, até chegarmos a primeira descida rápida. Seriam 6 ao todo.

MUITO LEGAL! Nunca havíamos feito rafting antes e já combinamos de fazer um de nível maior, quando voltarmos pro Brasil.

No final do passeio, todos morrendo de frio e cansaço, fomos brindados com um chá, acompanhado de bolos e doces.

Não preciso dizer mais nada.

Voltamos pra cidade revigorados.

Decidimos passar a noite em Villa La Angostura, cidade à 80 km de Barilhoche e ponto de partida para San Martin de Los Andes pelo Caminho dos Sete Lagos. Mas não sem antes provar e comprar, é claro, os famosos chocolates de Bariloche.

Chegamos na charmosa vila e famintos, fomos comer o que pra nós não foi somente a melhor pizza da Patagônia, mas a melhor de todas que já comi.

Aproveitamos para dormir na pousada do restaurante, que chama-se La Roca e tinha sido recém elaborada. Recomendadíssima!



Escrito por Larissa, Emiliano e Dominique às 17h49
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